
Grazi-Sensei
Nem um pouco interessante e um tanto inútil – assim poderia classificar o assunto do presente texto: a minha obsessão por meias... E não estou falando de meias comuns – aquelas que se usa com tênis – mas as meias-calça, 7/8 e 3/4. Preta, branca, fumê, cinza, vermelha... Arrastão, floral, rendada, listrada, xadrez, frisada... Modelos que estão presentes em minha pequena coleção. Não há nada mais chique que usá-las no inverno!
Porém, já percebi que rola algum preconceito contra meias... Você já saiu com uma meia arrastão na rua e te olharam de esguelha? Pois é, comigo sempre acontece... Algumas pessoas ainda pensam que essas meias diferentes são coisas de mulheres “mais pra frente”, se é que me entendem... Não é a toa que quando fui pesquisar imagens para os meus avatares encontrei coisas mais a ver com sex shop que com qualquer outra coisa... Mas mesmo assim sinto que os tempos estão mudando, as novas coleções de meias de marcas famosas estão chegando com todos esses modelos que citei... Assim torna-se mais “normal” o seu uso... Não que eu ligue para isso... Pelo contrário... O melhor é fugir da normalidade, não é?!
Enfim, como qualquer acessório, se bem usadas, as meias trazem um charme especial ao visual, ou até mesmo aquele toque de sensualidade... Por que não? Com sapato boneca ou sapatilha confere um tom mais “menininha”... Com bota parece-me algo perto do casual-chic, com sandália também fica legal... Mas a melhor combinação é com um belo salto de arrasar!
Vish... Quem estou pensando que sou? Não entendo nada de moda, e estou aqui inventando nomes pra estilos que sequer existem... Nunca entendi de moda, mas aprendi que improvisar e brincar com o visual pode ser bem bacana e dá resultados inesperados!
Ta aí, esta é a dica: meias e improvisação!
Avatares: Grazi Sensei - Texturas: forever my all

Eu era o que se poderia chamar de uma escritora em fase de “crise criativa”. Meu sonho era escrever uma grande história, cheia de aventuras e ação, mas toda a minha vida sempre fora sem graça e sem emoção e, assim, era perfeitamente compreensível essa minha falta de inspiração.
Passava noites devorando livros e mais livros para ver se me brotava alguma idéia, mas todas elas me pareciam algo perto do plágio, fazendo-me sentir uma trapaceira suja.
Essa era mais uma daquelas noites. Sentei-me perto da janela e fiquei observando os pinheiros balançando junto ao vento noturno, até que abri o meu livro de cabeceira da vez: Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol. Estava naquela parte em que Alice parecia cair infinitamente pelo buraco do coelho... Até que uma luz forte vinda eu não sabia de onde ofuscou completamente as minhas vistas...
Um longo minuto se passou até que recuperei a visão, e poderia muito bem ter pensando que eu havia ficado maluca se não tivesse a plena certeza de que estava sonhando: eu estava num espaço completamente vazio e estranho, totalmente branco, como se estivesse num quarto construído de nuvens... E mais estranho ainda foi quando um coelho branco, de colete vermelho, passou correndo na minha frente, tirou um relógio antigo do bolso e exclamou que estava atrasado! Mais uma vez eu não tinha dúvidas de que estava sonhando e de que estava lendo histórias fantásticas além da conta!
O coelho saiu correndo e subiu uma escada enorme, que só agora eu percebera. Não hesitei, parti atrás dele, até trombar com uma garota ao pé da escada. “Oi” – ela me disse – “Meu nome é Alice”! Aquilo era inacreditável: primeiro o coelho, agora Alice! Mas ela não parecia a Alice de Lewis, não era loura e vestia roupas modernas demais para o meu gosto...
Subimos juntas as escadas sem trocar muitas palavras... Ela parecia estranhar tudo aquilo tanto quanto eu. E que surpresa nós tivemos ao chegar ao topo da escada: havia pelo menos mais umas 10 pessoas tão perdidas quanto nós. Todas olhavam umas para as outras e para o espaço vazio e branco a nossa volta. Eu já não sabia mais se estava sonhando ou se realmente estava ficando louca. Até que um rosto imenso apareceu pairando no ar sobre as nossas cabeças. Seu sorriso de orelha a orelha me lembrava muito o sorriso do gato da história de Alice. Foi então que ele disse algo mais ou menos parecido com isso:
“Sejam bem vindos participantes da nave de Loki, vocês não estão loucos ainda e também não estão sonhando. Eu estava um pouco entediado aqui no meu mundo e resolvi trazê-los para que se divertissem comigo! Aqui vocês passarão por coisas inimagináveis em cada uma de minhas salas, vocês vão achar o máximo, eu garanto! Mas lembrem-se: procurem não se machucar muito para voltarem íntegros para casa, se voltarem, é claro! Enfim, apreciem a diversão sem fim”!
Quando aquele rosto imenso do tal Loki desapareceu, foi como se uma névoa se dissipasse... Estávamos em uma plataforma de altura incalculável, e, olhando lá em baixo, vimos um labirinto imenso composto por infinitas salas de cores e tamanhos variados... E lá no fundo, no que parecia ser o fim, bem distante, vimos um letreiro gigante apontando a saída... “É” – eu pensei – “aquele Deus maluco está a fim de aprontar uma conosco”!
(fim da primeira parte)
Essa é a nova história de RPG que meu grupo vai começar a jogar. Esse texto é a perspectiva da minha personagem na nossa primeira sessão de introdução da história. O mestre da vez prometeu caprichar nas maluquices da aventura, estamos ansiosos... E para que vocês saibam, Loki (ou Loke) é um Deus do panteão Nórdico e pode ser considerado como um símbolo da maldade, é uma figura traiçoeira, não se sabe quando se pode confiar nele. Loki é o senhor dos truques, da trapaça e do sexo; ele é bonito e tem uma aparência amigável, mas uma natureza maligna; é calculista e malicioso, mas também heróico.

Nada de amor de carnaval ou de verão – pra começar, eu nem gosto de carnaval – o melhor negócio é amor de festival!... Olhando ao meu redor, observando os casais de amigos – e a mim mesma – reparei que muitos deles foram unidos por causa de festivais de anime. Pois é, os festivais não apenas nos divertem, não servem apenas para gastarmos nosso dinheirinho com bobagens, mangás, DVDs, camisetas, chaveiros e afins. Através deles podemos fazer novos amigos, como eu fiz, ou talvez até encontrar o amor da sua vida, como eu encontrei!
Bom, comecemos pelo começo. Resolveram fazer um mini-festival aqui na minha cidade (Contagem), então eu, minha irmã e minha melhor amiga decidimos organizar uma mini-caravana do metrô até a escola onde ele seria realizado, a fim de guiar as pessoas que viriam de BH. Lá conhecemos algumas pessoas e fizemos uma amizade que dura até hoje: nosso querido Nelson! Através do Nelson, minha irmã conheceu um amigo dele e começou a namorar... Foi lindo enquanto durou... Tempos depois, ela começou a namorar outro otaku amigo do Nelson... E os dois então no maior “love” até hoje (Poli & Phill). Tem também a história do Luiz, um amigo que também conhecemos num festival de anime. Ele conheceu a Pri no Anime Festival, a paquerou bastante no Potter Fest e estão juntos até a presente data, quase dois anos depois. Além dos meus melhores amigos, Hellen e Idarly, que não se conheceram em eventos, mas são um par freqüente nos mesmos, fazendo cosplay juntos e tudo o mais.
Agora chegou a vez da minha história: foi em outubro de 2007, quando meu grupo de amigos e eu decidimos fazer nosso primeiro cosplay (e único até hoje). Estávamos lá, felizes da vida como personagens de Yu Yu Hakusho, quando Luiz – super empolgado – sai correndo pra tirar uma foto com o Ninja Jiraiya (não o do Naruto “pelo-amor-de-Deus”... é o Jiraiya do Tokusatsu... aquele que a gente assistia quando era criança lá pelo final dos anos 80 ou inicio dos 90, sei lá). Daí tiramos uma foto com o incrível Jiraiya! Não nego que eu reparei nos olhinhos daquele rapaz por trás da máscara, e senti uma pontadinha de alguma coisa que não conseguia descrever... Uns dois meses depois, Luiz nos chama pra ir no Parque Municipal, e adivinha quem ele chama pra ir? O tal rapaz que havia feito cosplay de Jiraiya. Meu coração deu uma ligeira acelerada quando fiquei sabendo. E eis que chega o moço, todo sorridente (e que sorriso!), era a primeira vez que eu via o rosto dele, e depois disso ele não mais saiu da minha cabeça. Enfim, após umas discretíssimas investidas daqui, outras dali, contando com a ajuda da Hellen, nós começamos a namorar... E estamos juntos até hoje – e para sempre, se Deus quiser – 1 ano e 2 meses de namoro... Felizes da vida!
Essa é minha história. E vocês, já conheceram novos amigos ou alguém especial em eventos de anime?
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P.S.: 1. Eu finalmente assisti Sweeney Todd e achei fantástico! 2. Meu amor me presenteou com lindas rosas, em homenagem ao dia da mulher, não é fofo?! O 1º avatar eu fiz com uma foto que tirei delas! 3. O 2º avatar é a tal foto que tirei com o Sr.Jiraiya, meu "futuro" e atual namorado. Abraços a todos, e agradeço aos comentários carinhosos! ^^
Feliz dia Internacional da Mulher para todas nós que merecemos, e muito!
