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Grazi-Sensei
Tenho 23 anos, geminiana, nascida no dia 1º de junho no ano do tigre. Formada em Pedagogia. Mineira. Paixões: Sr. Jiraiya / Rodrigo, amigos, família, Pandora, animes e mangás, mitologias, terra-média, Tolkien, livros, cinema, chocolate, música, rpg, lua cheia, vampiros, super-heróis, walt disney, contos de fadas, escrever, supernatural, conversas ao vento... + mais?

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1. AD/DC - highway to hell
2. Creedence - bad moon rising
3. Xandria - like a rose on the grave...
4. Led Zeppelin - stairway to haven
5. Creedence - have you ever seen...
6. Nightwish - cadence of her last...
7. Otis Taylor - ten million slaves
8. Scorpions - dust in the wind
9. Scorpions - wind of change

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créditos - credits

lay: Grazi Sensei
imagem: Dream of Dolls
Don't copy please!


Super-herói


E se você fosse um super-herói?
Acho que muita gente já deve ter pensado sobre isso, pois, frente aos obstáculos que nos aparecem no decorrer da vida, quem não gostaria de realmente ser um super-herói? Poder voar pra bem longe quando a barra ficar pesada, ter visão de raio-x pra ver o que tem dentro de alguma coisa, poder ficar invisível... E o que falar de nós, fãs dos quadrinhos e dos super-heróis clássicos do cinema e dos desenhos? Quem nunca desejou ser um desses personagens?

Há um tempo atrás eu estava pensando justamente sobre isso: se pudesse escolher, qual poder gostaria de ter? Acho que gostaria de ter o poder do "teletransporte". Assim, eu poderia viajar o mundo sem precisar de um tostão sequer, e a hora que sentisse vontade. Se eu quisesse ir hoje ao Egito, por exemplo, em um segundo estaria lá, visitaria alguns lugares e, se me desse fome, em um segundo também eu já estaria na minha cozinha. Diria adeus aos ônibus, às viajens cansativas, e ao tédio de ficar horas dentro de um carro.

E foi, talvez, por esse desejo de sermos super-heróis, que o mestre da vez no rpg propôs uma aventura em que somos, justamente, humanos que ganharam poderes. E essa história fez com que eu questionasse algumas coisas: será que se ganhássemos poderes, nós continuaríamos com o mesmo caráter? Pois, pelo que percebi, ao ganharmos poderes (pelo menos no jogo), ficamos mais corajosos, perdemos muitos dos nossos medos, nos arriscamos mais, e até cometemos atos que jurávamos nunca fazer. Alguns mudaram completamente, acho que pelo setimento de PODER, que os "super-poderes" trazem consigo. E o lema de tudo, acho que poderia ser: nunca saberíamos como seria se tivéssemos poderes, a não ser que isso realmente acontecesse.

E mais uma coisa importante, o poder não é sinônimo de perfeição. Nem mesmo os super-heróis da TV são perfeitos. Se observarmos bem, todos eles têm ponto fraco, todos já fizeram algo por egoísmo, algo considerado errado.

E quem disse que precisamos de poderes para sermos super-heróis? De vez em quando aparece um super-herói entre a gente, que "salva" as nossas vidas, às vezes com simples atos ou até mesmo com palavras...








O valor de um livro


Hoje estive pensando: eu gosto tanto de ler, no entanto, quando se passa algum tempo, eu nem me lembro mais a história do livro ou começo a confundir personagens, lugares e enredos. Então, pra que ler? Não é pra se lembrar das histórias? Descobri que não. A melhor época de um livro é o momento em que está sendo lido. É nessa hora que sentimos as emoções, que rimos, que choramos, nos divertimos... O bom de se ler um livro é justamente o ato de lê-lo, e não de memorizar histórias - mas quando nos apaixonamos, acabamos guardando-as dentro da mente. Assim, por isso afirmo e repito: vale a pena ler! Leia quantos livros der vontade e quantos puder. Não importa se vai esquecê-lo mais tarde, o importante é a sensação daquele momento. Cada livro traz em si uma especificidade. Já experimentou cheirar um livro? Porque livros também têm cheiros, e, do mesmo modo que os perfumes nos lembram as pessoas, os cheiros também nos lembram os livros. Certa vez peguei "Noites Brancas" - Dostoievski - na biblioteca, ele tinha um perfume tão suave que ficou guardado em minha mente... Gosto do cheirinho de velho, das páginas amareladas pelo tempo. Angustio-me ao ver um livro caindo aos pedaços. Gosto de conservar os meus, não me importo em emprestá-los, contanto que voltem inteiros. Adoro entrar em livrarias, adoro comprar livros, mesmo que os outros afirmem: "Pra quê comprar? É muito melhor pegar emprestado! Pra que ler um livro mais de uma vez?". Eu gosto de ter os livros, pra ler (sim) quantas vezes eu quiser. Tenho orgulho da minha estante (apesar de ainda bem vazia), pois ela guarda os meus tesouros, minhas aventuras, meus contos de fadas, meus personagens favoritos e meu passaporte para um mundinho mágico.

"O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado" (Dupla Delícia - Mário Quintana).










Sexta-feira muito show!


Estou empolgada, pasmada, abobada. Contente, radiante. Enlouquecida, saudosa, embriagada, felissíssima.

Foi ontem? Nossa, tanta expectativa e já passou... Foi ontem o show do Bling Guardian e eu estava lá, nem acredito! Posso dizer com certeza que foi um dos melhores shows que ja fui, nunca senti tanta emoção, nunca tinha sentido tantos arrepios em uma apresentação. Foram 3.000 pessoas que encheram o Chevrolet Hall com vozes empolgadas, que mal deixaram o vocalista cantar "The Bard's Song"... e ele ficou lá, com aquela cara de bobo, como se não acreditassem que uma quantidade de público daquele conseguisse fazer tanto barulho... mas não eram barulhos simplesmente... eram 3.000 vozes cantando a música deles, reverenciando-os, gritando "Guardian! Guardian! Guardian!"... Dava pra ler em seus rostos: "isso tudo é pra gente?", pareciam muito felizes... Ah esse show ficará em minha memória pra sempre...

Registro do Set List:
01 - War of Wrath
02 - Into the Storm
03 - Born in a Mourning Hall
04 - Nightfall
05 - Script for My Requiem
06 - Fly
07 - Valhalla
08 - Time Stand Still (At the Iron Hill)
09 - Welcome to Dying
10 - Bright Eyes
11 - This Will Never End
12 - Lost in the Twilight Hall
13 - And Then There Was Silence
14 - Imaginations from the Other Side
15 - Bard's Song (In the Forest)
16 - Mirror Mirror








O Roleplaying Game: perigo ou diversão?


É domingo à tarde, saio de casa com lápis, borracha, uma ficha de papel e alguns dados na bolsa, única "munição" necessária para uma partida de Roleplaying Game (RPG). Ao abrir o portão a vizinha diz: "Olá, tudo bem? Vai Sair?". E eu respondo com empolgação: "Vou sim, estou indo jogar RPG com os meus amigos!". Imediatamente o mundo à minha volta parece calar-se e resumir-se à expressão de assombro no rosto da mulher... Ela balbucia algo: "Ouro Preto... Assassinato... Isso é um perigo... Sua mãe sabe disso?... Tome cuidado!".

Mas é claro que a minha mãe sabe! Tomar cuidado com o que? Com o ataque das lapiseiras assassinas? Com a revolta das fichas de papel? Ora, no mínimo a minha vizinha não faz a mínima idéia do que seja RPG, ela e 99,9% das pessoas que me fuzilam com o olhar por eu afirmar: "Jogo RPG sim, e daí?".

Não sei o que me deu pra eu estar escrevendo sobre isso, mas a lembranças de algumas coisas que li a respeito do RPG invadiram minha mente e me provocaram uma mescla de risos e revolta:

Certa vez, entrei em uma livraria evangélica com minha tia (não estou falando mal da religião, a questão aqui é outra) e meus olhos correram por alguns livros. Um deles intitulado "o perigo oculto dos brinquedos" me chamou a atenção. Comecei a folheá-lo e lá estava o RPG: "jogo que envolve violência, perversão sexual, estupro, culto ao demônio, etc.". Eu quase não me contive, mas prendi o grito em minha garganta. Que absurdo era esse? Garanto que as pessoas que escreveram aquilo sequer conheciam algo sobre RPG. Perversão sexual? Culto ao demônio? Estupro? Já ouvi tantas coisas erradas sobre o jogo, mas essas barbaridades era a primeira vez.

O que mais me irrita são essas suposições erradas... Quer conhecer o jogo? Participe de um, assista, vá até um grupo sério... E para nós, RPG não é apenas um jogo, é um portal para o mundo imaginário, onde podemos ser quem quisermos e realizar feitos inimagináveis. E o melhor de tudo é encontrar os amigos e fazer de tudo isso uma diversão em conjunto.

Ouvindo: The Bard's Song, do Blind Guardian. Preparando-me para o show do dia 16. Anciosa.








Lembranças Musicais


Acordei tarde hoje, fui ao pet shop comprar ração para a Pandora, fiz café (oh!), acendi um incenso e parei, esperando que algum pensamento útil me visitasse...

Fiquei lembrando da minha paixão louca por uma banda que há mais de um ano não leio notícias, porque parei de procurar... Será que o Nightwish volta? Será que já encontraram uma nova vocalista? Será que um dia eles voltam no Brasil? Sabe, cansei de ler boatos...

O Nightwish continua sendo a minha banda favorita, apesar dos pesares. Confesso que a primeira vez que vi a banda foi na MTV, com o clipe da tão difamada música "Nemo". Oh! Mas não me condenem por isso, não sou modista. Inicialmente, adorei a música (e continuo gostando), mas enjoou de tanto tocar no rádio... Com o tempo, esqueci o Nightwish, pois parecia que era uma banda de uma música só.

Porém, um tempo depois, meu primo veio me mostrar uns clipes mais antigos. Apaixonei-me por "Over the Hills and Far Away" (apesar de não ser música composta por eles). Comecei a comprar os álbuns... O primeiro - Angels Fall First - era mais acústico. As letras falavam muito de fantasia, misturavam as mitologias (finlandesa, tolkeniana) e as histórias da Disney (sim, é verdade). Adorei o CD, e a música Elvenpath deu nome ao meu primeiro blog. Os próximos CDs só foram aumentando mais a minha paixão pela banda, o estilo foi mudando (pra melhor), e as letras eram fantásticas. Algumas faziam referências a livros, minha outra paixão, como Dragonlance. Nada de musiquinhas "dor de cotovelo". Adoro os álbuns Oceanborn e Century Child, mas o Wishmaster, pra mim, é o melhor. Identifiquei-me muito com a música "Dead boy's poem". Só aí comprei o último, Once.

Concordo com os fans mais antigos: o álbum não tinha muito a ver com a banda, eles mudaram muito o estilo e acabou não ficando bom. Este, sem dúvida, é o CD de que menos gosto. Mas, mesmo assim, ainda acho que tem músicas muito boas nele, como "Creek Mary's Blood" e "Ghost Love Score". Vocês já leram a letra de Nemo? É muito bonita... Mas a fantasia dos outros álbuns parece que foi deixada pra trás... As músicas se completavam, como trilhas sonoras de um filme fantástico. Mas no Once, cujo título me lembra os contos de fadas ("Era uma vez"), não tinha muito de "Nightwish".

Espero que a banda retorne, e que o Tuomas invoque novamente sua "ocean soul" para compor as lindas e fantásticas músicas de antes.








O Vazio


Hoje de manhã, não sei o que me deu. Sentei na varanda e pousei meu olhar sob o jardim colorido. O mensageiro dos ventos era incitado a entoar sua música pelo mesmo vento que balançava as árvores, num calmo balé verde... Nesse momento, os pensamentos me fugiram e não sei ao certo quanto tempo se passou...

Em nossas mentes, um turbilhão de idéias ferve a cada segundo e são tão raros e preciosos os momentos em que não pensamos em nada, absolutamente nada. O nada às vezes assusta, dá a impressão de vazio, solidão... Mas também de paz... Porém, o "vazio de pensamentos" só é bom porque acontece raramente.

Imagine-se sem ter uma boa idéia por uma semana, imagine-se não conseguir lembrar dos momentos felizes por um mês, não conseguir pensar na pessoa de quem gosta, deixar de imaginar bobagens, não mais bolar piadinhas quando o momento exigir...

Já dizia o filósofo Descartes: "Penso, logo existo", ou seja, só existimos enquanto seres pensantes. Se o pensamento se extingue, morremos com ele. Porém, às vezes é bom deixar de existir (pensar) por alguns segundos e experimentar mergulhar no vazio solitário e pacífico...








Perfume: A História de um Assassino


Consagrados diretores do cinema disseram ser impossível fazer um filme do livro alemão "Perfume", pois, como traduzir em cenas uma fragrância tão bem descrita? E eis que alguém conseguiu...

Ontem fui ao cinema a convite de meus primos (Priscilla e Victor) para assistir "Perfume - a história de um assassino". Sentei-me na poltrona vermelha da sala de cinema totalmente descrente. Contemplava aquela imensa tela branca e pensei: como amo cinema, qualquer filme é lucro!

Ah! Como meus pensamentos me traíram! Ao final me encontrava totalmente apaixonada e embriagada por aquele "Perfume". O que Victor me disse, que o diretor conseguira passar os cheiros pelas imagens era totalmente verdade. Ficávamos a imaginar os perfumes, odores, pelas cenas, ora maravilhosas, ora repugnantes. Acho que em nenhuma cena havia sangue... Como aquele assassino conseguia passar uma imagem tão poética e inocente?

Jean-Baptiste Grenouille nasceu com um dom: o de poder distinguir os mais variados cheiros com precisão, e desejava aprender a extraí-los e conservá-los. Ele distinguia o cheiro de tudo, porém, um dia percebeu que não tinha cheiro próprio... Para Grenouille, isso era como não existir. Assim, resolveu provar ao mundo a sua existência, criando o melhor perfume de todos, capaz de "transportar" as pessoas ao paraíso.

Usando suas belas e jovens vítimas, ele conseguiu o que desejava: um perfume que era a essência do próprio amor. Com esse perfume, ele poderia fazer o Rei beijar os seus pés, ou mandar uma carta perfumada ao Papa convencendo-o de que era o novo Messias... Assim, Grenouille tinha em mãos o maior poder de todos: o amor das pessoas, mas ele jamais poderia ser capaz de amar alguém. Então, o jovem perfumista, derrama toda a essência que criara em seu corpo, transformando-se no próprio amor. (Não contarei o final do filme).

Lindas cenas, bela fotografia, bons atores e ótima trilha sonora. Recomendo para quem gosta de filmes que instigam a ver além das cenas. Para quem consegue enxergar em Grenouille não só um assassino, mas um artista.








17 de janeiro de 2007


... E a minha vida que assim se apresenta como um castelo de fadas, onde tudo parece ser movido por uma mágica varinha de condão...

E eu aqui na faculdade lendo diários de 1950... esse é meu trabalho: estudar documentos antigos...
Nas páginas amareladas e manchadas pelo tempo, leio as histórias desses personagens desconhecidos, que vão contando suas vidas, sem imaginar que, 56 anos depois, alguém usaria aquilo pra trabalhar...
Trabalho interessante? Sem dúvida... Um tanto cansativo, mas ainda assim interessante.








17 de dezembro de 2006


Cansada... É estou cansada. Nem sei de quê. Mas estou. Talvez não seja cansaço, seja preguiça mesmo. Vontade de ficar só deitada assistindo filmes... Vontade de mergulhar profundamente em um portal mágico que me levasse direto ao País das Maravilhas (Ah, ontem passou Alice no País das Maravilhas, assisti somente o final, que pena!).

Chapeleiro maluco, coelho branco, Rainha de Copas, o exército de baralho, cricket, as rosas brancas pintadas de vermelho, o gato cujo sorriso é inesquecível. Imagens da minha infância. Me vejo com um livro nas mãos, olhando atentamente para o Lewis Carrol e a menininha sentada ao seu lado: Alice. Eu achava Alice uma menina de sorte. Aquele homem havia criado um mundo fantástico só para ela. Eu também queria um mundo mágico. E, de certa forma, acho que ainda quero.

As vezes é necessário nos transportarmos para esse mundo mágico. Sem esquecermos de deixar os pés no chão, claro. Senão, quando voltarmos para o mundo real, pode ser muito traumatizante, se é que me entendem. Acho que depois de tantos anos, acabei criando meu mundinho fantástico onde me refugio de vez em quando. Se bem que tem muito tempo que não passeio por lá...










15 de novembro de 2006


Eu estou aqui há algum tempinho, tentando postar uma reportagem... mas as imagens estavam dando problema, então eu resolvi colocar o link:

mensagem da água

Mais uma vez eu venho mencionar um assunto que vi na faculdade...
Essa reportagem apareceu em um filme que assistimos: "Quem somos nós?". Parece mais um documentário, mas eu recomendo a quem se interessa por filmes que 'pecisa pensar'... hehehe...

O link que eu postei é sobre um cientista que tirou fotos da molécula da água, depois de expostas a algumas palavras e pensamentos. (Vejam as fotos!)

Moral da história: A molécula da água exposta a bons sentimentos se tranforma numa linda imagem, já a molécula exposta a maus sentimentos fica toda deformada. Nosso corpo é formado por 70% de água. Se os pensamentos podem fazer aquilo com uma molécula de água, imaginem o que podem fazer conosco? É pra se pensar...









11 de novembro de 2006


Ontem li um texto para uma disciplina da faculdade, cujo nome é tão grande que não vale a pena ser mencionado. A questão é que o texto falava do tempo, da diversidade temporal com que convivemos.

Vivemos o Khronos, o tempo marcado pelos ponteiros do relógio, o tempo homogêneo e não existencial. Vivemos também o Kairós, o tempo interior, a temporalidade afetiva. "O Kairós é o tempo que não se repete, porque pertence a um sujeito concreto", e cada um é único. É no Kairós que experimentamos a liberdade, onde não precisamos nos preocupar em ir embora porque já está tarde, em dormir cedo porque amanhã tem aula, em sair daqui a dois minutos porque estamos atrasados para um compromisso... Que bom seria se a preocupação com o tempo jamais existisse...

Nessa mesma disciplina, lemos uma crônica que se tratava de um mundo onde o tempo fluía ao contrário. Nesse mundo, uma pessoa não precisaria chorar a morte de um amigo, porque dali a pouco eles estariam juntos novamente, rindo e tomando um saboroso café...

(recomendo a leitura de onde tiramos a crônica: Sonhos de Einstein, de Alan Lightman)








A arte de blogar


Escrever tudo o que se passa em nossas mentes e corações numa página da internet não é apenas um passatempo comum. É colocar para fora nossa sensibilidade e possibilitar que outras pessoas, quem sabe, possam ler tudo o que vem da profundesa de nossas almas.

Quando estamos escrevendo algo que será "postado", automaticamente acabamos "floreando" o texto, e é isso que faz com que ele se torne interessante e belo de ser lido pelas outras pessoas, ou até por nós mesmas... Quantas vezes eu já escrevi um texto para esse blog que eu reli e exclamei: "nossa, eu fiz isso!"... Não é sempre que a inspiração bate, é claro. Tem dias que é difícil escrever algo que valha a pena publicar...








Lady Morgan


Ah um tempo atrás, no meu grupo de RPG, jogamos várias sessões de Vampiro, a Máscara. Como clã, eu escolhi os Gangrel. Pra quem não conhece, vão aqui algumas características:

Os Gangrel são peregrinos, raramente permanecendo num mesmo lugar por muito tempo. Nisto diferem enormemente da maioria dos Membros, que tendem a escolher um refúgio e ficar nele. Não existem líderes estabelecidos do clã; no todo, os Gangrel não ligam para essas coisas. Reservados, silenciosos e solenes, costumam manter suas cartas escondidas. Este é um clã de sobreviventes, vampiros capazes de agir por conta própria. Não existem relatos deles serem capazes de assumir formas de outras coisas senão lobos e morcegos, mas existem antigas lendas sobre anciões do clã que eram capazes de assumir forma de névoa. Talvez devido a esta disciplina Metamorfose, suas feições costumam assemelhar-se às de animais. De fato, alguns dos Gangrel mais velhos guardam pouca semelhança aos humanos (retirado do livro: Vampiro, a Máscara).

Minha Gangrel, Lady Morgan, era bem bonita... Era repórter (profissão bem estranha para um Gangrel), mas era pelo seu trabalho que ela conseguia suas informações e contatos tão preciosos para as tramas contra a Camarilla local (A Camarilla é a maior seita de vampiros, assim como a mais aberta; teoricamente qualquer vampiro, independentemente da linhagem, pode requerer sua filiação como membro). Lady Morgan juntou-se a um Ventrue muito influente, cuja esposa morreu misteriosamente e ele herdou sua fortuna.

(Sobre o clã Ventrue: antiquados e presos às velhas tradições, os Ventrue são sofisticados e gentis. Eles acreditam no bom gosto acima de tudo e trabalham duro para tornar suas vidas confortáveis. Muito freqüentemente são os líderes da Camarilla, sendo Membros cautelosos, honrados, sociáveis e elegantes).

Várias maquinações foram feitas e seu clã se virou contra ela (por que será? Hehehehe)... Sua única alternativa foi juntar-se ao Sabá ("the dark side of the force"). Na última sessão, ela preparava-se para voltar a Camarilla... Ela enfrentaria seu clã? Ela toparia com o caçador de bruxas que rondava a cidade? Ela seria traída pelo Ventrue? Quem sabe eu conheça essas respostas se voltarmos a jogar a história...  










De volta para casa


A viagem da faculdade de volta para casa não é apenas um passeio por vias de concreto, mas uma viagem mental: Os terrenos baldios com construções velhas e abandonadas que tanto mexem com a minha imaginação... Roupas interessantes nas vitrines... Pessoas exóticas, com roupas engraçadas e cabelos estranhos que passeiam pela calçada... Me lembro de repente de uma piadinha contada há muito, e vem à tona uma vontade louca de rir... Os passageiros me olhando de esguelha... A pessoa ao meu lado com fones de ouvido, e volume alto a ponto de fazer com que eu me embale na música alheia... Crianças de colo que, do nada, iniciam um choro irritante... Do lado de fora começa a chover e acompanho as gotas de chuva que deslizam na janela... Pessoas curiosas tentando ler o que está escrito na revista do outro... Pessoas diferentes, mas que compartilham um mesmo desejo: chegar logo em casa. Sensação de tempo desperdiçado, tempo que eu poderia gastar com coisas interessantes ao invés de passar longos minutos sentada... Tempo em que estamos imersos, ou dispersos...








25 de setembro de 2006


Eu sou amante do cinema. E os filmes, como arte, devem ser bem produzidos em todos os sentidos... Devem ter bons atores, boas locações que proporcionem uma ótima fotografia, uma trilha sonora memorável, um excelente diretor e produção e, claro, diálogos que nos deixem com vontade de decorá-los... Tudo isso resume SIN CITY: Um filme louvável e diferente de tudo que eu jamais vira... Seu formato fez jus aos quadrinhos. Diálogos e narrativas belíssimas.

Cena inicial de SIN CITY:

"Ela tremula ao vento como a última folha de uma árvore moribunda. Eu a deixo ouvir meus passos. Ela fica tensa só por um momento.
- Quer um cigarro?
- Tudo bem, aceito um. Você está tão entediado com essa multidão quanto eu?
- Não vim aqui por causa da festa. Vim aqui por sua causa. Estou de olho em você há dias. Você é tudo que um homem poderia querer. Não é apenas seu rosto, suas formas, sua voz... São seus olhos. Tudo que vejo nos seus olhos.
- O que vê nos meus olhos?
- Eu vejo uma quietude louca. Você está cansada de fugir. Está pronta para enfrentar o que tiver que enfrentar. E não quer enfrentar sozinha.
- Não. Não quero enfrentar sozinha.

O vento eleva-se elétrico. Ela é macia, quente e quase sem peso. Seu perfume, uma promessa doce que me leva às lágrimas. Eu digo que tudo vai dar certo. Que a salvarei do que quer que a está assustando e a levarei para bem longe. Digo a ela... Que a amo.

"Bang"!

O silenciador transforma o tiro em um sussurro. Eu a abraço bem apertado até seu último suspiro. Nunca saberei do que ela estava fugindo. Vou descontar o cheque dela de manhã."









7 de setembro de 2006


Então, seria isso a vida: uma estrada pedregosa e dura. Uma estrada feia margeada por lindos campos de grama fofa. A tentadora grama nos obriga a parar e nos deitarmos nela. Confortavelmente embarcamos em um sono recheado de sonhos. Sonhos que nos levam até as nuvens. Sonhos que nos levam ao fundo do mar. Sonhos que nos levam até a lua. Que nos levam a terras distantes, a caminhos maravilhosos. Nos levam a pessoas que gostaríamos de encontrar. Todos eles embalados por um trilha sonora entoada pelo vento, pelos pássaros, pelo farfalhar das folhas de uma velha árvore. Mas despertamos. E ali, deitados na grama, percebemos o caminho pedregoso a nossa frente. É preciso voltar a caminhar e aguardar o momento de podermos descansar mais uma vez e voltarmos a sonhar. E repousar a alma cansada.

(Ouvindo: The Council of Elrond - trilha Sonora The Lord of the Rings)








Sobre o dia 07/08/06


Eu que me felicitava tanto em dizer que tenho amigos de verdade, não poderia nunca imaginar que um deles partiria tão cedo. Eu nunca tinha perdido alguém que me fosse tão próximo, meu querido amigo, nosso amigo... Um "Aventureiro Iluminado". Ele se vangloriava em dizer: "eu que criei esse grupo de rpg", e ficava super irritado se alguém dissesse o contrário... Bruno tinha 24 anos apenas, e quem não diria que isso foi uma injustiça? Nós, seus amigos, não iremos deixar um rastro de lágrimas em sua memória, mas risos... Risos provocados pela memória dos momentos de alegria que passamos juntos, e não foram poucos.

Apesar de tudo "a ficha ainda não caiu"...
Bruno, não consigo acreditar que no próximo domingo a gente vai chegar na academia pra jogar rpg e não vamos mais te encontrar lá deitado tirando um cochilo... que você não vai mais nos irritar com seus personagens "do contra", que não vai mais nos alegrar com as suas gracinhas... Mas sei que estará sempre com a gente, pois você nunca seria capaz de nos abandonar assim, tão completamente.

Ah você escutou hoje? A sua música foi tocada, como você queria... Year of the cat...

Coloco aqui as palavras do nosso amigo David, que foram lidas hoje em sua homenagem:

Segunda sangrenta


Como é que se lembra de alguém que tem como sinônimo alegria em um momento de gigantesca tristeza?
Um dia, um poeta de multidões disse que as boas pessoas sempre morrem jovens.
Alguns morrem jovens demais e deixam pra traz uma horda de amigos que não podem imaginar o tamanho da perda. Nós continuamos a achar que isso é uma grande
Haaaaaaaaaaaaaa........ pegadinha do Bruno, mas não é.
Viver e fazer o que ele fez, estar com as pessoas que você ama mesmo quando todos acham que você deveria trabalhar, estudar, ou procurar o que fazer mas sem saber que você já sabe o que esta fazendo. E então você prova que fez o que poucos de nós sabemos fazer: VIVER.
Não mais existe o nosso amigo na vida física que conhecemos, mas as pessoas que amamos nunca nos deixam. Elas insistem em se manter em nossas lembranças e em nossos corações. Bom assim, porque aqui ele está protegido e vai conseguir fazer o que ele fazia de melhor: SORRIR.
Pedimos a todos os deuses para que não exista o dia 7 de agosto de 2006, mas não se pode parar de viver, não é o que ele queria. O que ele iria querer é que todos continuemos a sorrir, brincar, sonhar, e ter no mínimo metade da felicidade que o tempo nos mostrou que ele sabia transmitir.
Amigo real, companheiro leal, talvez não encontremos adjetivos para descrever alguém que vivia com vontade de viver e que sabe se despedir de todos de uma forma simples e que não nos faça sofrer.
AMANHA EU VOU TREINAR.
Foi a última coisa que ele nos prometeu. Nós vamos esperar o amanhã amigo.Talvez esperemos pra sempre, mas mesmo assim vamos esperar pois não vai nos sair da memória o sorriso que você fez ao dizer isso.
Ninguém mais vai atrapalhar o seu sono de beleza, irmão, ninguém mais vai incomodar a sua piscada mais demorada. Agora só vamos poder esperar você acordar para vir nos encorajar a viver.
Agora você está nos salões de Vollralery, os salões dos grandes guerreiros de outrora. Dizem as lendas que nesse salões os bravos lutam para sempre, então amigo chegue aí e os ensine a descansar, pois isso você sabe fazer e eles não. Enquanto eles lutavam nos salões você aprendia a descansar na terra. Agora é hora deles descansarem e você se cansar um pouco. Dando aulas de repouso e claro mais ainda assim trabalhando. Acho eu que era o que você mais queria não é?
Fique com Deus parceiro. E apesar de você não ter tido paciência para esperar e aprender o que significava 4 frases nós vamos deixa-las pra você agora:
Te amávamos ontem.
Te amamos hoje.
Vamos te amar amanhã.
E vamos te amar pra sempre.


De seus agora eternos amigos
RPG E FAMILIA









15 de julho de 2006


Know why the nightingale sings?
(Tradução: Saber por que o rouxinol canta)
Nightwish

Como é a sensação da queda livre?
Pergunte ao garoto com uma faísca no olho
Saber por que o rouxinol canta
É a resposta para tudo.
Conquistando um passo no mundo desatado
Distribuindo as minhas fantasias para todos os lados
Libertado da rédea gravitacional
Eu juro que o céu está em meu alcance
Dançando com o espírito do ar
Neste oceano tão aberto e lindo
Fazendo amor para os Deuses acima
Na minha virgem viagem tão destemida
Aterrizando seguramente na lagoa azul
Não sei se esta é a terra ou a lua
Prazer por viver não é mais uma máscara
O Éden eu encontrei
Vontade para sempre
Finalmente
Migrando com o ganso
Minha alma finalmente encontrou paz
Não importava que os homens não tivessem asas
Enquanto eu escutei o canto do rouxinol.


Saber por que o rouxinol canta é a resposta para tudo?
Talvez seja mesmo... Ou talvez isso só queira dizer que as respostas que procuramos estão nas coisas mais simples da vida e, como eu sempre digo, é a gente que sempre complica... Mas há muito que eu parei de procurar respostas para as infinitas perguntas que vivem brotando da minha cabeça...
E finalmente eu me libertei dessa rédea gravitacional chamada desilusão. O bom mesmo é se iludir, em todo seu sentido literal: ilusão... Fantasia é ilusão... E existe coisa melhor que fantasiar?
Normalmente eu diria NÃO. Mas existe sim coisa melhor que fantasiar: viver... Claro que a vida fica infinitamente melhor se recheada com doses certas de ilusão e fantasia. Apesar de jurar que o céu está em meu alcance, é muito bom manter os pés firmes no chão.
No estado em que me encontro, eu realmente não sei se esta é a terra ou a lua, estarei vivendo tudo isso, ou apenas sonhando?
E quem disse que os homens não tinham asas? Eles têm sim, e elas se chamam imaginação...








Fantasia


Encontros à meia-noite
Em terras de ninguém
Onde nada é proibido...

E, sob a lua cheia
Construímos nosso castelo de sonhos
Provamos o doce néctar da vida
Ficamos cegos
Ardemos em chamas
E pairamos pelo paraíso.
E cavalgamos felizes
Pelos campos verdejantes
Semeados com nossos sonhos...








3 de julho de 2006


Eu sempre disse que a depressão e a inspiração andam de mãos dadas...
Há dias em que amanhecemos com tamanha tristeza (tristeza que nem sabemos de onde vem) que por qualquer simples motivo desabamos a chorar (mistérios da alma feminina). Parece que, junto ao nosso despertar para esse dia mórbido que virá, o céu também se entristece e desaba a chover! (viagem de uma mente rpgista: talvez é alguma Deusa lá em cima que também acordou assim naquele dia)...
Bobagens à parte, é nesses dias que, tendo lápis e papel na mão, rabiscamos as mais belas palavras, e ao final até temos a ousadia de exclamar: "quanta inspiração"!
Mas hoje, que estou transpirando felicidade, não encontro as palavras certas para me expressar, se é que elas existem...
E, enfim, se realmente depressão e inspiração andam juntas, que eu nunca mais me sinta inspirada...








11 de junho de 2006


Estou com um sério caso de "cansaço mental agudo"... Fazer isso, fazer aquilo, escrever tal trabalho, ler, ler e ler... Marcar o tempo, marcar os passos, as páginas lidas por minuto... Hora pra fazer as coisas, o que vou fazer agora? Nada pra fazer... Sensação de desperdício, de tempo jogado fora... Afinal, tempo é dinheiro. É, realmente? Quero que o tempo passe rápido... Voe se possível... Não! São os anos passando diante de mim... Querer... Querer que o tempo passe, querer que o tempo pare, querer que o tempo volte... Mas querer não é poder. Quero ir embora, quero que o tempo passe hoje, mas quero que ele estacione amanhã. Até amanhã! Até depois! Até eternamente! E que tudo "seja eterno enquanto dure".








O Pavão


"Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores: é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d'água em que a luz se fragmenta, como um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas. Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. Da água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

Considerei, por fim, que assim é o amor, oh! Minha amada! De tudo que ele suscita e esplende e estremece e delira em mim existem apenas meus olhos recebendo a luz de teu olhar. Ele me cobre de glórias e me faz magnífico".

(Rubem Braga)








17 de março de 2006


Escrito a muito tempo num pedaço de papel: em 18 de Outubro de algum ano, mas que só agora resolvi publicar, por motivo algum, apenas por vontade de vê-las em letrinhas de forma na tela do computador...

DESEJOS


Existiria algo que abrigue em sua essência dois estados contrários ao mesmo tempo? Como estar e não estar?
Como ser e não ser?
Assim, duplamente?
Como pode você, meu querido, estar tão longe e ao mesmo tempo tão perto de mim?
Está distante, pois às vezes me foge o teu semblante, teu sorriso e tuas formas, como se me tivesse abandonado há muito (mesmo que isso nunca tenha acontecido), mas basta-me a simples lembrança das letras do teu nome para que a tua presença encha-me o espírito e todo o meu ser.
Você está tão longe de mim, estico meus braços e não consigo lhe alcançar...
Mas está tão perto, mais vivo do que nunca dentro do meu peito e passeando alegremente por meus sonhos, todas as noites.
Desejo-lhe mais que tudo nesse mundo.
Desejo que abandone este seu estado de estar e não estar comigo e que permaneça para sempre ao meu lado.









21 de fevereiro de 2006


"Não sabias? As nossas mortes são noticiadas como nascimentos pela imprensa do Outro Mundo".
(Mário Quintana)


Um dia, me obrigaram a ler o livro "Caderno H", do Mário Quintana, e, mal sabia eu que depois disso me tornaria fã desse ilustre escritor brasileiro.
O trecho citado acima é um dos meus favoritos, uma das melhores visões acerca da morte que eu conheço. É uma visão simples que tem o poder de acabar com nossos temores por essa figura encapuzada, vestida de preto e com uma foice na mão.
... Nossas mortes anunciadas como nascimentos no Outro Mundo...
Já se forma claramente essa imagem na minha cabeça: aqui, uma família chora pela perda de um ente querido. No Outro Mundo, uma manchete na primeira página do jornal diz: Acaba de nascer Fulano, que alegria!

Ah, eu não troco minha mente sem freio por nada.

Ouvindo: Rammstein - Du Hast








Contos da meia-noite


Publicado em 11 de fevereiro de 2006.

Eu adoro ouvir as histórias de fantasmas contadas por meu avô, mesmo que repetidas centenas de vezes. Ele mora em um pequeno sítio no interior de Minas e, nas noites de São João, nós nos reuníamos em volta de uma grande fogueira.

Ele conta que certa vez pernoitou em uma fazenda que todos diziam ser mal assombrada. Durante a noite, as coisas caíam sozinhas dentro de casa, pedras eram atiradas de fora contra as janelas e objetos eram jogados do telhado. Meu avô, corajoso como ele só, passou toda a noite agüentando desaforo de fantasmas, mas também nunca mais voltou lá.
Ele também conta a história de uma mulher de branco que sempre aparecia, a noite, perto de uma porteira. Outra história é a das luzes estranhas que ele enfrentou corajosamente e que, no final, eram apenas tochas de um cortejo para o cemitério.

Depois das histórias em volta da fogueira, eu me deitava e ficava de olhos vidrados naquele telhado sem forro do sítio e observava atentamente as frestas das janelas. De ouvidos aguçados pelo silêncio mórbido da noite, eu escutava as respirações das pessoas nas camas ao lado, os grilos, o pio de uma coruja, algum outro pássaro noturno, os berros fortes do gado, latidos do cachorro... Ao menor sinal de um som desconhecido, eu enfiava a cabeça nas cobertas e dormia inocentemente...










6 de fevereiro de 2006


Eu sempre abriguei em minhas entranhas um fascínio e uma paixão enorme pelos vampiros. Sempre os achei belos e sensuais. Os trajes negros sob a carne branca. Seus desejos incontroláveis, sua luxúria fumegante e seu poder mexem com a nossa libido. Mas, como tudo que me agrada nesse mundo, eles são um mero mito. Um lindo e estonteante mito.

"Eu não entendo essas visões que tenho agora.
Eu sinto que se tornará mais forte ainda.
E com todas as minhas forças eu tento resistir...
Mas, continua e continua e parece que persiste.
Eu sinto o poder das trevas acima de mim
Como um arrepio de frio...
E por mais algumas estranhas razões...
Como eu poderia suportar esta terrível dor?
Deus me ajude, eu só posso estar ficando louco!
Mantenha-me protegido e seguindo-me
Você me tem num apoio infinito...
Meus pensamentos são uma total confusão
Tudo o que eu vejo é sangue!
Como também vejo Demônios se arrastando no Lodo
Eu sinto uma estranha fome fluindo...
Através das minhas veias
Isso me leva ao meu limite e minha
Vida mortal é drenada e
Num instante rápido eu realizo coisas estranhas
Mergulho de novo em minhas lembranças
De onde tudo começou...
Eu quero me confortar e dizer que não
Estou com medo, assustado...Mas
Quando eu clamo, tudo ao meu redor é fortemente preso
E o próximo momento que se segue parece uma eternidade
O êxtase está bloqueado pela dor
Agora me vejo correndo entre ervas daninhas
Na floresta sombria...
Com o sangue no meu rosto se misturando às
Gotas da chuva...
Eu tentei escapar desse desejo infinito de matar
Duramente eu tentei e não houve nada
Que eu pudesse fazer...Como
Cortar o bonito azul do céu e não permitir
Que uma vida sangrenta nasça
Eu consegui finalmente entender
Que esse era o único modo de sobreviver
Acima de tudo não por muito, mas longos
Momentos eu senti-me muito vivo...".

[Holly A. Cowtney (08/10/96)]








3 de fevereiro de 2006


Nem sempre barulhos sinistros à noite remetem ao sobrenatural, às vezes pode ser apenas uma barata rondando o seu quarto...

1:48 da madrugada:
Eu acordei de repente de meu sono tranqüilo embalado pela chuvinha que caía. Comecei a escutar barulhos estranhos num certo canto do meu quarto, minha barriga gelou e meus ossos tremeram...
SILENCE...
E mais uma vez o barulho misterioso. Resolvi olhar as horas, quem sabe já não era hora de me levantar? Não... Eram apenas 1:20 de uma madrugada sombria... DARKNESS...
Levantei-me e acendi a luz. E eis que me aparece a dona do barulho, subindo freneticamente pelo meu armário: uma maldita barata! Eu, como uma garota frágil e que não suporta esse tipo de artrópode, corri imediatamente em busca do auxílio do meu super-herói:
PAI! TEM UMA BARATA NO MEU QUARTO!
Ele atendeu prontamente ao meu chamado e mais do que de pressa, retirou a havaiana de seu pé e, com um golpe fatal, eliminou o meu problema...
E mais um dia foi salvo pelo superpai! O difícil foi dormir novamente com aquela imagem da barata perambulando pelos meus pensamentos...